quinta-feira, 27 de maio de 2010

MAIS PALAVRAS PARA QUÊ ?


Ultimamente tem-se discutido muito sobre a redução de deputados na Assembleia da República. Até anda uma ou várias petições a circular pela Net. Eu assinei!

Mas fiquei um pouco perplexo, quando ouvi alguém defender que este caminho favorecia os grandes partidos e acabava com a voz dos mais pequenos.

Rapidamente voltei à terra quando pensei que, de entre os grandes partidos se podem tirar alguns deputados e de entre os pequenos proporcionalmente um ou outro; e ao menos, o povo, não fica prejudicado.

Não está em causa, uma medida populista e de alguma forma vingativa! É que a população portuguesa não está distraída e vê uma casta de gente bem paga, com regalias a mais, discutindo questões políticas, quer dizer lavando roupa suja, em vez de discutir propostas. Uma cambada que se preocupa mais pelo seu bem-estar e não representa os eleitores que os lá sentaram. Salve-se as raras excepções: daqueles que defendem os interesses da população, que não dormem, não lêem jornais e passam o tempo a telefonar ou adormecem durante as sessões e não faltam!

Alguns, interessados, defendem que a proporção é equivalente à média das assembleias parlamentares da Europa! Mas lá vem outra vez a Europa! Não se fazem comparações entre outras coisas senão naquilo que lhes dá interesse!

Numa coisa estamos todos de acordo: Os políticos com assento parlamentar devem prestar um serviço público e cívico e, se para isso se julgam chamados, deviam fazê-lo não pelo dinheiro ou posição que isso lhe traz.

Repare-se no que divulga a nossa bloger do http://pecadoraoriginal.blogspot.com/

Os deputados do Reino Unido, na "Mãe dos Parlamentos";

1. Não têm lugar certo onde sentar-se, na Câmara dos Comuns;

2. Não têm escritórios, nem secretários, nem automóveis;

3. Não têm residência (pagam pela sua casa em Londres ou nas províncias); detalhe: e pagam, por todas as suas despesas, normalmente, como todo e qualquer trabalhador;

4. Não têm passagens de avião gratuitas, salvo quando ao serviço do próprio Parlamento. E o seu salário equipara-se ao de um Chefe de Secção de qualquer repartição pública.

PALAVRAS PARA QUÊ?

1 comentário:

  1. Já tinha lido isso sobre Inglaterra, mas ainda esta semana o gabinete do 1º ministro contratou mais 13 motoristas e esta?
    Abraço

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