quarta-feira, 14 de abril de 2010

A CRISE DE QUE SE FALA


O pior de uma crise é o medo, o oportunismo e os “destroços”.

Com o oportunismo surge o despedimento, como que legítimo, e a racionalização do rendimento de produção, novas metas/objectivos. Estas últimas medidas, não tão prejudiciais e não tanto inúteis.

O pior de tudo é mesmo os despedimentos; pois geram os destroços da crise – os destroços da crise são, as pessoas a quem foi retirado o poder de compra. Por meio dos despedimentos originasse o medo e a retracção ao consumo.

A retracção ao consumo é como todos sabem, uma barreira cuja tendência é gerar excedentes e logo retracção à produção, mais despedimento e prossegue-se o ciclo de medo e retracção ao consumo – é a tal bola de neve…

Deveria haver da parte dos empresários, mais consciência e mais discernimento; pois não é difícil ver que, os despedimentos e a não actualização dos salários produz no consumo um efeito pernicioso e contrário ao que pensaram numa primeira análise os empresários - afinal os assalariados são quem faz girar o dinheiro.

Reflictam então senhores empresários e façam uma acção concertada, diminuindo os vossos lucros e redistribuindo-os com quem vos ajuda a tê-los. Desta forma, mantendo o poder de compra, tudo continua a girar e a gerar – consumo, trabalho, produção e lucros.

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