sexta-feira, 30 de abril de 2010

1º. de MAIO


Não me interpretem mal… Mas, no meu tempo lá se arranjava emprego à custa de, os nossos pais irem fazendo um pedido; a um ou a outro amigo ou conhecido. Hoje todos se viram para o Estado, exigindo que este arranje empregos para todos. É certo de que foi o Estado que incentivou tantos milhares de jovens desempregados de hoje a irem para a Universidade…

Hoje, tempos mudados, já não se pedem caridosamente empregos; a mobilidade das pessoas é outra; mas, também mudaram os tempos porque a competição é mesmo muito grande e, para se arranjar trabalho é mesmo um problema. Mas qualquer curso é bom desde que o portador do diploma seja mesmo muito bom. De resto, que ninguém se fie de que aqueles Senhores, que estão lá em cima, arranjem empregos; a não ser à família e aos amigos; podem (e devem) quando muito, criar condições favoráveis para que isso aconteça.

De hoje em dia, e ninguém diga o contrário, (a não ser quem tenha padrinhos ou seja bafejado pela sorte) … os jovens têm que ser empreendedores, têm de ter ideias, ideias novas, criar uma mini ou micro empresa que se ampliará se tiverem pernas para andar; empresas que se possam vender bem, ou que proporcionem um salto de trampolim para voos mais altos. Sei de muito boa gente incluída nestas situações e conheço muita gente que singrou, porque reconheceu que passando por um trabalho menos dignificante, abriu a oportunidades para outro a seguir, melhor.

Infelizmente, a cultura americana onde se vêm os jovens a trabalhar em seus hobbies não existe por cá. Por cá é proibido a um jovem trabalhar; por cá é vergonha trabalhar; é mais fino roçar pelas paredes ou passar o tempo com ocupações fúteis e/ou maus hábitos a descambar para a marginalidade ou na melhor das hipóteses para a preguiça. Até mesmo o trabalho de ocupação de férias se subverte; quando aos jovens é dada uma tarefa que é apadrinhada por quem é, demasiado permissivo e não exige um cumprimento rigoroso do horário e das funções.

Entre os jovens; poucos hoje em dia conhecem o valor do trabalho e/ou valorizam o trabalho dos outros. É pena!

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